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Resumo do evento "An Evening with GRRM" em Londres hoje

2019.08.09 04:09 altovaliriano Resumo do evento "An Evening with GRRM" em Londres hoje

Esta é uma tradução da compilação produzida por zionius_ no subreddit asoiaf.
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Página do evento . Compilado de registros feito por @HarperVoyagerUK no twitter, Werthead, u/sliderstandingby e u/SeeThemFly2
GRRM conselho para jovens escritores: é uma profissão incerta. Se você precisa de segurança, não seja um escritor. É uma profissão para apostadores. Tudo o que você pode fazer é escrever o melhor livro possível e esperar que o público o encontre e goste.
George começou a escrever um romance de ficção científica chamado Avalon, que estava indo bem, mas um capítulo de repente chegou a ele de forma tão vívida. O capítulo era Bran encontrando os lobos gigantes. No momento em que ele terminou o capítulo, ele sabia qual seria o próximo. Foi no verão de 1991. Começou com uma cena, mas ele sabia que o protagonista tinha que ser um menino e sabia que era parte de uma grande família. Ele sabia que queria que os lobos fossem encontrados nas neves de verão.
Quanto da história você precisou mapear para preencher o mundo? GRRM não sabia nada quando começou. Em algum momento do processo, ele disse "É melhor eu ter um mapa". Inicialmente ele traçou a Irlanda de cabeça para baixo em um pedaço de papel, mas depois não era grande o suficiente, então ele desenhou o norte em uma folha separada e os colocou juntos. Ele então pensou que precisava preencher alguns dos personagens do passado ​e do pano de fundo os quais então se tornaram mais reais em sua cabeça. O mundo então cresceu a partir daí.
Como é o seu espaço de trabalho físico? Ele tinha vários mapas da Atlas das Terras do Gelo e do Fogo . Ele tem arquivos com as linhas de tempo. Às vezes é uma tarefa assustadora, mais agora do que quando ele começou. De muitas maneiras, ele seguiu o modelo de Tolkien: começando no Condado, ampliando-se e então se dividindo. Assim como o Starks, inicialmente, etc. Cada vez que um personagem se vai, ele encontra novos personagens de apoio. Neste ponto, é como se ele estivesse escrevendo 12 romances.
GRRM não sabia, quando começou, o tamanho que isso assumiria. Agradece a Deus que "localizar" e "substituir" existem. Além disso, os fãs sempre ajudam com a coerência! Como com o sexo de um cavalo mudando. Embora seja difícil de encontrar isso com "localizar" e "substituir".
Há alguma cena em ASoIaF que você olhe para trás e sorria? GRRM diz que ele se lembra das dolorosas. Como o casamento vermelho. Ele pulou e escreveu as cenas que se seguiram porque era muito doloroso escrever aquela. Ele a deixou para escrever por último.
Em que momento você decidiu escrever fora de ASoIaF? Por exemplo, como o Cavaleiro dos Sete Reinos? Isso começou com uma antologia em que Robert Silverberg me pediu para entrar. Que era a história de um torneio mas, como muitas outras coisas, cresceu. GRRM quase perdeu seu lugar em Legends porque Robert Silverberg achou que ele iria entregar O Cavaleiro Andante mais tarde.
Você planeja fazer mais livros de Dunk e Egg? Primeiro eu tenho algumas coisas para terminar, mas em algum momento eu voltarei a isso. Há algumas coisas a fazer primeiro!
George confirma sua agenda: Ventos do Inverno -> Dunk & Egg 4 -: Sonho de Primavera -: D&E 5 -> Fogo & Sangue 2 -> Mais Dunk & Egg.
GRRM não confirmou [até] onde Fogo & Sangue 2 iria, ele apenas disse que "iria a*[té]* algum lugar".
Conte-me um pouco sobre os Wild Cards. Eu sempre amei a mitologia dos super personagens. Nos anos 80, mundo compartilhado era uma tendência. Nós criamos Wild Cards, eu e um grupo de amigos. Eu sou o editor. Há 27 em impressão agora e mais dois inéditos a caminho. Nós temos alguns escritores incríveis envolvidos e acabamos de publicar a primeiro Wild Cards britânico chamado Knaves Over Queens.
A colaboração com escritores é parecida na TV e no compartilhamento do mundo de Westeros? Escrever é uma realidade muito solitária. É você e a tela em branco ou antes dos computadores era uma página em branco e uma máquina de escrever. Ele adorava a ideia de Hollywood e trabalhava com muitas pessoas. É muito bom trabalhar com atores e escritores nessa colaboração. O aspecto social é ótimo. É um mundo diferente do mundo solitário da escrita. Mas o outro lado é todas aquelas pessoas dizendo a você o que fazer ou dando feedback. Existem dois lados para tudo.
Estou contando uma versão da história em meus livros e o show contou uma história diferente.
Como a história do mundo real influenciou seu mundo? GRRM sempre amou a história, mas o problema de escrever ficção histórica é toda a maldita pesquisa. Eu gosto da liberdade de modelar meus livros sobre história, mas na fantasia eu posso fazer isso de acabar diferente. Eu modelo as coisas na história e aumento. Visitar o Muro de Adriano teve uma enorme influência sobre mim, mas eu fiz o meu próprio com gelo e adicionei dragões. A Guerra das Rosas foi, naturalmente, uma grande influência, mas também as cruzadas e a história escocesa. O Casamento Vermelho foi vagamente baseado no Jantar Negro, mas eu, novamente, o aumentei. E a série de TV o aumentou mais ainda. A história que eu amo é história popular, não é a história acadêmica.
De quais personagens femininos você tira inspiração? Eleanor da Aquitânia era uma mulher incrível. Também houve algumas mulheres incríveis na história italiana durante o Renascimento.
Fire & Blood foi escrito por acidente: originalmente era o material das notas laterais de Mundo de Gelo e Fogo que saiu do controle. Ele escreveu centenas de milhares de palavras em poucas semanas e assustou seus editores e teve que parar para que Elio e Linda pudessem reduzi-lo.
Por que lançar Fogo & Sangue juntos agora? Nos romances há muitas referências históricas. Meus editores disseram que queriam fazer uma História. Eu queria adicionar algumas ilustrações incríveis. Há pedaços de história que ainda não tive oportunidade de colocar nos livros. Eu expandi o material de Jaehaerys à época da publicação, mas é basicamente o mesmo material que escrevi anos atrás.
A prequela acabou de ser filmada em Belfast. Se passam 5.000 anos atrás, em Westeros, muito antes dos eventos do GoT. Temos dois outros pilotos em ativo desenvolvimento. Podemos ainda ter mais shows de Westeros no futuro.
A visão de GRRM da história não-confiável foi despertada em sua pesquisa para Black & White & Red All Over, onde ele encontrou três relatos contraditórios da altura de um arranha-céu de Nova York em 1890, o que ele achava desconcertante. Se as pessoas não podem concordar em uma questão como essa - algo que aconteceu ontem em termos históricos - quanto pode-se afirma com certeza em relação a eventos de mil anos atrás?
Eu tenho muito carinho por Cogumelo, que é um anão, mas não tão bem conhecido como Tyrion. Ele é o tolo na corte durante os eventos que levam à dança dos dragões em Fire and Blood. Como fogo e sangue é uma história fictícia, eu amei a ideia de contar isso na pele de um historiador descobrindo a história por meio de relatos em primeira mão, que são frequentemente contraditórios. A melhor frase, para a qual sempre voltamos em Fire and Blood, é "acho que nunca saberemos".
Em Fogo & Sangue temos muitos dragões e muitas espadas. Se você pudesse montar um e empunhar uma, quais seriam? (Longa pausa) Se eu pudesse montar um dragão, eu iria com o maior deles, que lembrava de Valyria: Balerion, o Terror Negro. Se eu pudesse empunhar uma espada, seria Alvorada, feita do metal de uma estrela caída. Quem sabe que propriedades mágicas tem uma estrela cadente.
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2019.08.04 02:52 altovaliriano Os primeiros dias do fandom de ASOIAF e Game of Thrones

Link: https://bit.ly/2KtExQJ
Autora: Alyssa Bereznak
Título original: The Last Popular TV Show (How game of Thrones became the last piece of monoculture)

Padraig Butler não se lembra exatamente quando se tornou Deus-Imperador da Brotherhood Without Banners. Nos últimos 18 anos, o gerente demeteorologia aeronáutica de 43 anos fez uma peregrinação anual à Worldcon, a convenção de ficção científica e fantasia, para celebrar o trabalho de George R.R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo. E foi quase 18 anos atrás, quando ele viajou pela primeira vez de sua cidade natal, Dublin, na Irlanda, para a Filadélfia, que começou a jornada até Imperador-Deus.
Segundo a história, a recém-criada organização - batizada em homenagem a um grupo fora da lei na série de livros - organizou uma festa em homenagem a Martin. Depois de uma noite de bebedeira, um fã bem satisfeito, conhecido em fóruns online como Aghrivaine (e cujo nome real é David Krieger), presenteou o autor com uma espada e pediu para ser armado cavaleiro. O autor concordou sob uma condição: que Krieger e os outros foliões se juntassem a ele em uma "missão" às 1 da manhã ao Pat’s King of Steaks. Naquela noite, depois que cerca de 20 membros da BWB encheram seus estômagos com a comida local, eles foram apelidados de Cavaleiros do Cheesesteak.
Nos primeiros anos do clube de fãs do livro, quando o tamanho dos encontros da Brotherhood Without Banners ainda era administrável, esses títulos voltados para a comida se tornaram um símbolo de honra. (Os Cavaleiros da Poutine, os Cavaleiros do Deep Dish, os Cavaleiros do Haggis e, lamentavelmente, os Cavaleiros da Lixeira). Por decreto de Martin, foram acrescentadas outras honras para reconhecer a participação. Um membro que tivesse participado de pelo menos três grandes encontros da BWB seria apelidado de lorde. Depois das cinco, um príncipe. E depois de sete, rei. Butler já esteve em 16 Worldcons e cerca de 100 outras convenções relacionadas a Thrones e confraternizações pertinentes, protegendo seu reino há muito tempo por meio de seu título de cavaleiro do Cheesesteak. "Eventualmente perguntaram a George, de que chamaremos Padraig agora?" Butler lembra. "Ele disse: ‘É isso. Ele é um rei. Ele vai ficar rei até que alguém o remova do trono’”. Butler não tem planos de parar. "Agora as pessoas apenas dizem: 'Você é o Imperador-Deus'".
Butler visitou um total de 12 países e quatro continentes para se encontrar com seus companheiros de estandarte, construindo uma rede social internacional digna de um líder mundial consagrado. E graças a uma junção de tecnologia e entretenimento, a série de livros indie pela qual ele se apaixonou nos anos 90 se tornou uma espécie de passaporte cultural, tanto uma razão para ver o mundo quanto uma maneira de se conectar com as pessoas que o compõem.
Ao longo dos anos, ele também assistiu com admiração quando Game of Thrones explodiu e se tornou uma peça onipresente da cultura pop diante de seus olhos. Um dia, ele embarcou em um trem e viu vários passageiros lendo os livros de Martin. Então ele olhou para cima para ver outdoors gigantes anunciando a data de estréia da adaptação da HBO. Eventualmente, seus colegas no aeroporto começaram a discutir o programa como uma fonte de turismo. (Uma atração de 110.000 pés quadrados chamada Game of Thrones Studio Tour será aberta na Irlanda na primavera de 2020.) Depois de quase 20 anos celebrando a série, e vendo-a se transformar em best-seller, programa de televisão, universo estendido e a potência da propaganda, ele ainda acha difícil processar o alcance da franquia. "É tipo: Nossa, isso está em toda parte agora."
[...]
Em 1997, Linda Antonsson estava dando uma olha sua livraria local em Gotemburgo, na Suécia, quando se deparou com uma versão em brochura de A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin. Era o primeiro item no que o autor previa ser uma trilogia intitulada As Crônicas de Gelo e Fogo, e contava a história de várias grandes casas disputando o poder nos continentes fictícios de Westeros e Essos, contada a partir da perspectiva de um punhado de personagens interessantes. O livro tinha sido lançado no ano anterior sem muito alarde. "Realmente não fez sucesso quando saira em capa dura", lembra Antonsson. Mas quando ela começou a ler, foi fisgada.
Ninguém mais que ela conhecia havia lido o livro, então ela se voltou à internet em busca de outros fãs de Martin - o que era uma experiência relativamente nova nos anos 90. "Eu lia muita fantasia, mas nunca tive ninguém com quem conversar sobre fantasia", ela me disse. "Eu tinha todas essas coisas que queria discutir e ninguém para conversar." Os cidadãos suecos não conseguiram adquirir suas próprias conexões dial-up até 1995; antes disso, Antonsson ocasionalmente fazia o acesso no centro de informática de sua universidade, onde estudava arqueologia clássica. Quando ela finalmente conseguiu sua própria conexão à Internet, ela navegou de bulletin board em bulletin board, debatendo desde a trilogia O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien à série de livros A Roda do Tempo, de Robert Jordan. “Era um mundo incrível para se entrar, para poder encontrar todas essas pessoas que compartilhavam seu interesse sobre essas coisas que pareciam bem obscuras.”
Através desses primordiais fóruns da internet, Antonsson também descobriu o ElendorMUSH, um RPG multijogador baseado em texto que simulava o ambiente da Terra Média descrito nos romances de Tolkien. (O termo MUSH significa “alucinação compartilhada por vários usuários” [multi-user shared hallucination]. Isso foi antes de World of Warcraft, quando os computadores não tinham placas gráficas poderosas e os jogadores tinham que usar sua imaginação). Foi lá, na “cultura” que Antonsson havia se juntado, que ela conheceu Elio García. Na época, García estudava literatura inglesa e história medieval na Universidade de Miami. E os dois passaram os últimos anos analisando os detalhes mais sutis da Terra Média em árvores de discussão da Usenet, as precursoras dos fóruns on-line. Depois de terminar A Guerra dos Tronos, Antonsson convenceu o cético García a lê-lo também.
Logo eles estavam navegando juntos. Em 1998, a internet estava sendo amplamente usada como um utilitário de busca de informações em vez de uma rede social. Mas com a ajuda de algumas pesquisas no AltaVista, os dois encontraram tantos fóruns de fãs de A Guerra dos Tronos quanto puderam. Entre seus resultados estava Dragonstone, que García lembra ter sido executado via uma conexão de internet instável na Austrália; Harrenhal, que foi construído sobre a plataforma de serviços web Angelfire da Lycos (quee de alguma forma ainda existe hoje); e um fórum chamado Canção de Gelo e Fogo, dirigido por um usuário chamado “Revanshe.” Isso foi na época em que o mundo do entretenimento estava começando a entender o poder de marketing de mitos na internet. E, ao fuçar os fóruns de fãs dedicados à série Wheel of Time, Antonsson havia testemunhado em primeira mão como pistas e pontos da trama não resolvidos motivavam conversas. Ela viu o mesmo fervor se desdobrando com ASOIAF.
"Algumas das maiores e mais intensas discussões sempre foram sobre mistérios", disse Antonsson. "O primeiro tópico que eu lembro de ter lido no fórum de Pedra do Dragão foi a discussão sobre a paternidade de Jon e as poucas pistas que existiam depois do primeiro livro."
O fórum ASOIAF de Revanshe acabou se tornando grande em 1998, acumulando o que García estimava em cerca de 1.000 usuários regulares. Quando chegou a hora de Revanshe ir para a faculdade de medicina, ela passou o site para García, que já havia se tornado um moderador.
Enquanto isso, García e Antonsson estavam planejando começar seu próprio jogo MUSH em Westeros. Para garantir uma representação fiel, eles colocaram sua formação acadêmica em prática e tornaram-se geologistas, botânicos, zoólogos, antropólogos e historiadores autônomos de Westeros, registrando todos os fragmentos de dados que poderiam extrair de de Guerra dos Tronos em um documento do Microsoft Word chamado “The Concordance”. Eles compartilharam o banco de dados no fórum ASOIAF, pavimentando o caminho para a fundação da enciclopédia on-line feita por fãs, que hoje é conhecida como A Wiki of Ice and Fire. A wiki, que seria desenvolvido alguns anos depois, é composto de 23.081 páginas de conteúdo e passou por 236.642 edições desde o seu lançamento. Também inspirou a fundação de 11 sites irmãos em idiomas estrangeiros.
Observando os fóruns de fãs da Roda do Tempo, eles também estavam cientes de que a correspondência com os autores era freqüentemente perdida em tópicos separados. Então foi nessa época que eles começaram a registrar as entrevistas de Martin, e-mails, respostas em fóruns e postagens em blogs pessoais. (Naquele ano eles fizeram seu primeiro momento de contato com o autor, para pedir permissão para fazer o jogo MUSH. Meses depois, ele concordou, e os dois ainda tocam o A Song of Ice and Fire MUSH como um projeto paralelo).
O crescimento constante dos seguidores on-line de Martin - emparelhado com seu envolvimento na cena de ficção científica e fantasia desde os anos 1970 - gerou uma quantidade razoável de novidades para o segundo fascículo da série de Martin, A Fúria dos Reis. "Martin não pode rivalizar com Tolkien ou Robert Jordan, mas ele se qualifica com perfeitos medievalistas de fantasia como Poul Anderson e Gordon Dickson", escreveu um Publisher's Weekly cautelosamente otimista. À época, Peter Jackson estava se preparando para filmar a trilogia de filmes de O Senhor dos Anéis, e produtores e cineastas que viam potencial no gênero de fantasia começaram a sondar Martin pelos direitos de sua história. (Ele hesitou, convencido de que sua história nunca poderia ser esmagada no formato de filme).
Foi quando a coisa entre García e Antonsson ficou séria em mais de uma maneira. Por dividirem o gosto por Tolkien, Jordan e Martin, um romance floresceu e, alguns meses depois de Fúria ser lançado, García se mudou para a Suécia. Todos com quem eles conversaram sobre a série estavam apaixonados por ela. “Nós tínhamos alguns proselitistas que falavam em arremessar os livros em amigos, familiares, colegas de trabalho, etc.”, disse García por e-mail. “E foi tudo muito orgânico. A Random House não passava seu tempo vasculhando maneiras de nos vender ou fazendo com que trabalhássemos para eles, os fãs só fizeram isso porque gostavam”.Encorajados pelo fato de o livro inicial não ter sido o único, eles lançaram o site Westeros.org, reunindo os fóruns que herdaram, os dados de “The Concordance” e seus registros dos declarações públicos de Martin. Começou como um projeto paralelo executado em um servidor miudo em casa, enquanto continuavam a perseguir seus respectivos objetivos acadêmicos. Mas, eventualmente, se tornaria a principal fonte de análise e informação sobre o universo, seu autor e tudo mais.
Enquanto isso, a série de Martin continuou atraindo mais leitores e tornando-se mais difícil de lidar. O manuscrito de seu terceiro livro, A Tormenta de Espadas, tinha 1.521 páginas, e alguns editores não conseguiram manter tudo em um volume. Mas seu apoio entre a comunidade on-line da fantasia ficou mais forte do que nunca, e a Publisher’s Weekly chamou esse fascículo de “um dos exemplos mais gratificantes de gigantismo na fantasia contemporânea”. Quando foi lançado em 2000, estreou em 12º lugar na lista de best-sellers do New York Times.
No momento em que Martin lançou O Festim dos Corvos em 2005, ele garantiu seu lugar como o proeminente escritor de fantasia da década. O livro chegou ao topo da lista de best-sellers do New York Times e a Time o apelidou de "o Tolkien americano". Mas ele também se deparou com os mesmos problemas com Festim que com Tormenta. Sua solução foi dividir Festim em dois e contar a história de apenas metade dos personagens, em vez de metade da história de todos os personagens. Ele explicou tudo no post scriptum do quarto livro, logo após um final instigante. "Olhando para trás, eu deveria ter antevisto", escreveu Martin em seu site pessoal em 2005. "A história faz suas próprias demandas, como Tolkien disse uma vez, e minha história continuou pedindo para ficar maior e mais complicada."
O que pode ter sido uma limitação editorial frustrante para Martin foi uma fonte quase enlouquecedora de suspense para sua crescente base de fãs. Depois de esperar cinco anos entre o terceiro e o quarto livro, os leitores ainda ficaram imaginando o destino de favoritos como Jon Snow, Tyrion Lannister e Daenerys Targaryen. O próximo fascículo seria lançado em 2011, seis agonizantes anos depois. E foi durante esses períodos de silêncio, quando os fãs não tinham material novo com o qual se ocupar, que eles começaram a se concentrar em criar os seus próprios. "Não tenho certeza se a popularidade que antecede os livros poderia ter acontecido se os livros tivessem saído muito rapidamente", disse Antonsson. “Ter tempo entre uma série de livros é o que alimenta a discussão nas comunidades. Dura mais”.
O acesso digital e as plataformas sociais estavam evoluindo para apoiar esses tipos de obsessões. Entre 1995 e 2005, o uso global da Internet aumentou de 44,4 milhões de usuários para 1,026 bilhão. Plataformas simples para blogs, como LiveJournal, WordPress e Xanga, tornaram mais fácil para as pessoas iniciarem blogs pessoais e compartilharem suas ideias sobre qualquer coisa, independentemente de quão arbitrárias ou específicas. E as primeiríssimas redes sociais da web, incluindo o MySpace e o Facebook, estavam na infância, assim como o conceito de podcasting.
Enquanto Martin continuava atualizando sua base de fãs através de um LiveJournal chamado Not a Blog, seus fãs adoradores lidavam com sua impaciência de formas cada vez mais criativas. A maioria preferiu vasculhar os fóruns de Westeros.org ou Tower of the Hand, onde puderam analisar todas as teorias possíveis em torno de cada enredo e propor suas próprias. Uma facção de leitores impacientes se separou para formar uma comunidade ressentida conhecida como GRRuMblers. O fundador do site Winter Is Coming, Phil Bicking se agarrou a um anúncio de 2007 de que a HBO adquirira os direitos da série As Crônicas de Gelo e Fogo, e redirecionou sua energia para um site do Blogger que registrava o elenco, as filmagens e a produção da série. Mesmo antes de o piloto ter sido filmado, os fãs no site de Bicking começaram a tratar os anúncios do elenco como mistérios não resolvidos. Como um colunista de fofoca, Martin iria postar dicas sobre quem foi escalado para determinado papel em seu blog, para alimentar a chama. "Então a base de fãs passaria dias debruçado sobre aquilo, tentando desvendar o teste", disse Bicking. “Nós descobrimos todos eles. Fiquei chocado que as pessoas foram capazes de descobrir até mesmo Isaac Hempstead Wright, que interpreta Bran, e estava em um comercial antes disso”. Bicking se lembra de ter começado dois tópicos separados para discutir rumores e vê-lo ser encher com quase 1.000 comentários cada um. “Então, eu fiquei tipo: 'OK, eu tenho aqui uma comunidade dedica e de bom”, disse ele. A grande imprensa estava tomando conhecimento". Algum programa de TV recente gerou mais entusiasmo on-line, sendo que nem mesmo é um programa de TV?", perguntou o The Hollywood Reporter em 2010.
Quando a HBO estreou Game of Thrones em 2011, Martin já era famoso. Ele havia vendido mais de 15 milhões de livros em todo o mundo, fora retratado pelo The New Yorker e poderia levar sua legião de adoradores e haters ao frenesi com uma simples foto de férias postada em seu LiveJournal. Tudo isso significava que, quando o programa estreou em 17 de abril, ele se saiu bastante bem segundo os padrões de televisão. Cerca de 2,22 milhões de pessoas assistiram à estreia, o que foi menos do que o número de espectadores conquistados por Storage Wars da A&E e por The Killing da AMC, e mais do que Khloe & Lamar do E!.
Ainda assim, a crítica o recebeu de forma foi irregular. Embora muitos analistas tenham elogiado a capacidade da HBO de estabelecer um palco exuberante e cativante para a história complexa e abrangente de Martin, outros a consideraram um sinal de declínio da rede. Slate o chamou de “lixo de fantasia semi-medieval e repleto de dragões”. O New York Times o descreveu como “drama em traje de época com pingue-pongue sexual”. Em uma fala indicativa de uma conversa muito maior sobre a legitimidade da cultura nerd e sua perceptível falta de inclusão de gênero, a crítica Ginia Bellafante detonou o show por glorificar “a ficção infantil paternalmente acabou atingindo a outra metade da população”, e concluiu que “se você não é avesso à estética de Dungeons & Dragons, a série pode valer a pena”.
Enquanto isso, os servidores da Westeros.org estavam caindo. A agitação que antecedeu a estreia do programa deixou García e Antonsson com cerca de 17.000 membros registrados no Westeros.org. Mas o casal estava totalmente despreparado para a onda de interesse que se seguiu à estréia da série. Na noite em que foi ao ar, o site foi torpedeado pelas buscas do Google, e os dois cuidavam de seu único servidor como um recém-nascido com cólica. Para desviar o fluxo de tráfego, García ajustou o site para que apenas os membros registrados pudessem ver as postagens. "Eu imaginei que isso impediria as pessoas de entrarem", disse ele. No dia seguinte, ele acordou com 9.000 novas solicitações de conta. García passou horas aprovando manualmente os recém-chegados. A espera entre o terceiro e o quarto romance estimulou um aumento lento e constante de fãs, talvez um ou dois mil membros por ano entrando no fórum. Mas com a chegada do programa de TV, eles poderiam acumular vários milhares em um único dia. "Foi impressionante", disse García. “Os membros do nosso fórum chamaram a onda de novas pessoas de 'The Floob' - uma enxurrada de noobs.” Foi nessa época que García e Antonsson abandonaram suas atividades acadêmicas para se concentrarem no site em tempo integral.
Embora o casal tenha perdido alguns dos dados do número de visitantes dos primeiros dias, Antonsson lembra-se de ter assistido a vazão e o refluxo do tráfego em A Wiki of Ice and Fire quando os recém-chegados reagiram aos principais pontos da trama da primeira temporada. Esses picos foram particularmente pronunciados no episódio 9, quando o herói do programa, Ned Stark, foi executado inesperadamente. “Logo após o episódio terminar, todo mundo foi até a página de Ned Stark para checar: Ele está bem? Né?” - lembrou Antonsson. (Ele não estava.) O final da temporada do show foi assistido ao vivo por cerca de 3,04 milhões de lares - cerca de 820 mil a mais do que a estréia. A primeira temporada mais tarde viria a ser indicada para 13 Emmys e ganharia dois, para Melhor Design de Abertura e para a performance de Peter Dinklage como Tyrion na categoria Melhor Ator Coadjuvante em série dramática. Ao matar o herói de Westeros antes mesmo que a temporada terminasse, Benioff e Weiss chocaram seus espectadores menos maduros, agradaram os superfãs dos livros e plantaram uma semente de curiosidade que sustentaria a série ao longo dos próximos oito anos.
O que García e Antonsson testemunharam em seu site naqueles primeiros dias se assemelhava à conversa em duas frentes de Game of Thrones que logo surgiria na mídia e na internet como um todo. Depois de cada novo episódio televisivo, aqueles que não leram os livros (agora presumivelmente na casa dos milhões, tendo em conta a audiência do programa) correm para a Internet em busca de contexto, enquanto os leitores de livros (também uma base crescente) riem de diversão e depois analisam as diferenças entre o show e o cânone. Essa “camada paralela” de conversação, como a T Magazine do New York Times a chamou, pode ao mesmo tempo fornecer aos recém-chegados uma melhor compreensão do universo de Westeros e permitir que os veteranos testassem seu conhecimento detalhado do cânone em contraste com o show.
[...]
E há o Deus Imperador Butler. Embora o programa esteja chegando ao fim e não esteja claro se ou quando os livros remanescentes de Martin serão publicados, a comunidade que ele aprecia sobre Thrones continua viva. Em agosto, muito depois do final da série, ele participará de sua 17ª reunião da Brotherhood Without Banners na Worldcon em Dublin. "Seria meio triste não ir", disse ele.
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2019.03.09 21:13 an0nimo2019 Emigrar à maluca.

Pessoal,
Ando a pensar em emigrar há algum tempo, mas acabo sempre por esbarrar num problema (e que problema!): não tenho ninguém lá fora a quem possa recorrer uns tempos até me orientar. Não tenho amigos; família; conhecidos. Ninguém.
Licenciei-me há dez anos; nunca trabalhei na minha área e há muito que desisti de pensar em encontrar seja o que for na minha área de formação. Sabia perfeitamente que era difícil conseguir algo com o curso que tinha, mas não temos todos que querer ser a mesma coisa. Assumo o «erro» das minhas escolhas académicas, mas tenho o direito de querer algo melhor para a minha vida. Infelizmente, Portugal não me dá o que quero: um salário que permita viver.
Saí da faculdade no início da «crise»: 2007 / 2008. O Net Empregos (maior site de ofertas de emprego do país?), naquela altura, chegou a ter apenas duas a três ofertas de trabalho para a cidade de Lisboa. Foi ridículo. Quem procurou trabalho ou esteve desempregado naquele período, deve-se lembrar bem do horrível que aquilo foi. Havia pessoas, todos os dias, a vir do Porto para Lisboa à procura de trabalho, fosse no que fosse... Mas enfim, lá me fiz à vida. Desde então que passo o tempo a saltar de trabalho em trabalho, sempre por agências emprego temporário; sempre em trabalhos físicos: fábricas ou armazéns. Já fiz grande parte do que há para fazer na área logística e confesso: já não suporto mais trabalhar no meio. Sempre que fico desempregado tento procurar algo numa outra área: administrativa, back office, algo. Uma altura entreguei Cvs em todos hotéis de Lisboa. E nada. Nunca há uma oportunidade. A conversa é sempre a mesma e já a conhecemos todos bem. Até eu já a conheço, pois tive de levar com ela quando terminei a licenciatura e procurava trabalho: «Sem experiência é difícil». Pois, mas se ninguém dá uma oportunidade, é difícil ter experiência. E depois já começamos a levar com a da idade: «Com 35 anos já é complicado, sabe». O que me faz perguntar o que vai ser da minha vida quando tiver 45.
Fartei-me de trabalhar em todos sítios onde tive. Fartei-me de fazer horas extra em todos lados onde trabalhei: muitas não pagas; outras mal pagas; e outras pagas mais ou menos. Nunca tive férias em nenhum sítio por onde trabalhei desde 2007. Normalmente, as minhas «férias» são quando estou desempregado e, garanto-vos, não são propriamente «férias». Uma pessoa mata-se a trabalhar; esforça-se por ser um exemplo de profissional; e nunca dão valor a nada. Só sabem exigir; exigir; exigir. A certa altura uma pessoa farta-se e não está mais para aturar meia dúzia de merdas. A frustração que tenho é muita e cada vez mais. Não quero viver assim. Eu era um chavalo alegre; o animador do grupo; mas desde que saí da faculdade (deixei o mestrado a meio), tornei-me taciturno; recluso; e cada vez mais frustrado com a minha vida seja em que plano for. A minha angústia perceber que nunca vou sair desta ladainha do salário miserável que não dá para nada; o ter de ser «estúpido» quando se tem habilitações; inteligência; e capacidade para muito mais, mas não se consegue ir a lado algum. Não aguento mais isto.
Para complicar, ando há mais de quatro anos a viver em casa de familiares. Qualquer pessoa que já tenha vivido na casa de alguém algum tempo, sabe perfeitamente que os primeiros quinze dias tem piada, mas depois deixa de o ter. Passamos a ser um incómodo para os outros. Eu sinto-me mal por ter a idade que tenho e viver na casa dos outros. E os outros sentem-se mal me ter na casa deles. Uma pessoa tem de levar com algumas bocas; engolir alguns sapos; mas já não aguento mais isto. Alugar uma casa está fora de questão, pois as rendas são demasiado altas para os rendimentos que tenho. Um dia tem-se uma dor de barriga e tem de se escolher: pagar a renda da casa ou tratar da dor de barriga. Viver num quarto sempre esteve fora de questão, pois para viver num quarto, preferia emigrar. Praticamente não tenho família. E a que tenho é bastante tóxica e não quero relações com a mesma. Até a com quem vivo é. Mas sou mesmo obrigado a viver com essa, caso contrário era viver na penúria.
Sempre vivi nos subúrbios de Lisboa (10/15m da Expo), mas nunca gostei de Lisboa como cidade e de viver nos subúrbios. Quanto mais velho, menos gosto. Detesto ter de ver sempre as mesmas pessoas; algumas que conheço da minha zona; e ter de me «comparar» com elas. Ver o impacto das nossas escolhas na vida. Preciso de uma mudança de realidade. Preciso de me afastar da toxicidade da minha família e viver anónimo. Começar do zero. Só vejo duas opções: a) Migrar internamente no nosso país. Mudar de região. Sair de Lisboa e ir para outro lado qualquer do país; ou b) Emigrar. Entre uma e outra, preferia emigrar. E isso é o que me traz aqui.
Não tenho ninguém lá fora, só me resta uma solução emigrar «à maluca». Há muito tempo que penso nisso. Há uns dois anos «mergulhei» nos procedimentos de como ficar legal no UK e pensei em ir para Londres. Uma pessoa vai adiando, adiando, por ter medo; não ter ninguém; etc. e vê a vida a passar. Não posso perder mais tempo.
A minha ideia é ir (seja para onde for), e começar nos trabalhos que ninguém quer ou até mesmo fazer o que tenho feito em Portugal. Arranjar dinheiro e tentar voltar a estudar no estrangeiro (país para onde for) e tentar dar a volta à minha vida. Em termos de línguas, domino completamente o inglês: escrito e falado. O meu francês precisa de ser trabalhado, pois está há demasiados anos parado, mas se quiser, consigo dar a volta.
Como domino o inglês, a Irlanda seria o país perfeito (usa o euro e não tem grandes problemas com Brexit). O UK era uma alternativa, mas com o Brexit… Aquilo que gostava mesmo era o Canadá ou a Nova Zelândia, mas as leis de imigração são complicadas.
Há uns anos atrás havia uma agência de emprego em Lisboa que metia pessoal em fábricas na Irlanda, mas encerrou. No Net Empregos costuma aparecer anúncios a pedir para a Holanda, telefonei para o número de Lisboa e vi logo pela conversa que era esquema, pois não queriam dar grandes pormenores e queriam saber o dia e hora que eu queria ir lá; sempre incomodados com as minhas questões. Tudo a parecer combinado. Meti-me a pesquisar e dei com relatos de esquemas iguais em Espanha e N jovens ludibriados.
Pá, não sei o que dizer… Vocês têm mais experiência que eu. Peço algum feedback. Sou um português sem esperança no nosso país ou na vida em Portugal. Tenho de orientar a minha vida este ano. Der por onde der até ao final do Verão vou ter de dar o salto. Eu este ano deixo o nosso país. Emigrar não é fácil, fazê-lo em contactos; pontes; casa; pior ainda. Mas se os sírios atravessam meia Europa e conseguem, eu também vou ser capaz. Não tenho medo de trabalhar; nunca tive; claro, não quero passar miséria e viver na rua. Mas tenho de dar a volta à minha vida. Tenho algum dinheiro de parte, não muito, mas deve dar para estar num hostel ou pensão até estar legal (isto se o procedimento não durar mais de um mês ou dois).
Como está a vida na Irlanda? Como são os procedimentos para ser legal? Demora muito tempo? Neste momento, só Irlanda bate na minha cabeça, na impossibilidade de ir para algo mais distante e fora da Europa.
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2016.05.04 02:33 SkaylordRoadhog Encontro-me encurralado na vida e preciso de ajuda.

Boas pessoal. Normalmente costumo andar por aqui e pelo ask reddit entre outros subreddits apenas como visitante. Agora preciso de ajuda e então decidi dirigir-me a vocês. É o seguinte; eu sinceramente não faço a mínima ideia do que fazer da vida. Tenho 18 anos, tou no 12º ano e as minhas finanças estão cada vez pior. A saúde dos meus pais já não é a mesma e o meu pai simplesmente não soube gerir o dinheiro que ganhava quando era abundante. A minha irmã está a tirar um curso de medicina e este ano (último do curso) não teve direito a bolsa... provavelmente pelos meus pais, novamente devido ao meu pai terem problemas nas finanças. Estou em constante stress porque sei que a saúde deles já não é assim tanta e tenho medo de perdê-los e não ser capaz de lidar com isso. Além disso eu sou um inútil. Não sei cozinhar (nem a porcaria de uns ovos), nem a minha cama faço e nem sou capaz de conseguir comer tudo o que me metem no prato (fico cheio rapidamente e só como doces e fritos e cenas pouco saudáveis, as únicas cenas saudáveis que como é iogurtes, fruta, salada, sopa. Sou um chavalo completamente mimado, a minha mãe nunca me obrigou a comer as cenas e sim foi um erro dela, mas ela sofria muito nas mãos dos pais... tempos antigos, era obrigada a ir trabalhar com 10-12 anos cenas assim :/ e então quando nos teve não quis ser igual, quis mudar. Isto realmente me está a perturbar em especial porque eu quero emigrar (sim quero, como é possivel ne? nem uma cama sem fazer, nem cozinhar como vou sobreviver...), eu sempre quis emigrar, desde os meus 13 anos, ficava fascinado com as cenas que lia nas aulas de inglês e história e até geografia. Ao ínicio o meu sonho era ir para os EUA, mas mais tarde descobri que a terra da segunda oportunidade já não existia... Agora não sei ao certo, gostava de ir para um país em definitivo, pensei na holanda, dinamarca, suécia, noruega, irlanda, nova zelândia, austrália. Mas isso é algo ainda por definir. Primeiro preciso de tratar da parte mais importante. A educação. Pontos mais graves na minha situação: - Não sei o que gosto, tenho tendência a aborrecer-me quando as cenas são demasiado fáceis e ficar um pouco stressado quando não consigo resolver um problema (especialmente quando vejo outros a conseguirem); - Não tenho grande dinheiro no banco dá para 1-2 anos de universidade pública; - Estudar e trabalhar é uma possibilidade, mas empregos é complicado agora (anda tudo a ir para esses empregos tipo worten e fnacs assim que saiem do 12º) e não sei se tenho qualidade para tal (ensino secundário profissional, onde me encontro é bastante fácil e não sei se simplesmente aguento o nível de dificuldade do superior); - Não sei quais as profissões que vão estar em demanda e não me posso arriscar a ir para um curso que não tem grande coisa e perder anos de vida à toa. Não me posso dar ao luxo de reprovar ou perder anos, com as dificuldades financeiras isso é imperdoável... (isto deixa-me ainda mais stressado, só de pensar nessa possibilidade). - Tou num curso profissional de informática mas não gosto disto, não é para mim :/, só para saberem que algo relacionado com programação, análise de sistemas, redes está fora de questão (sei que peco muito aqui porque a procura deve ser muita); - Tenho matemática B que vale 0 ao pé da matemática A... por isso exames para isso tá quieto, fico-me pelo português. Aspetos positivos de mim: - Sei ouvir críticas desde que sejam construtivas e com fundamentos de suporte; - Gosto de trabalhar em equipa/comunicar com eles e com pessoas no geral desde que saibam ouvir e não falem por cima que nem animais à luta; - Quando me sinto confiante, sinto capaz de fazer tudo e mais alguma coisa, no entanto conheço os meus limites; - Tenho autonomia e quando não sei alguma coisa, se tiver pessoas por perto peço ajuda, caso contrário procuro na net, ou seja, não hesito em pedir ajuda; - Sei ouvir as pessoas e pelo menos isto sai da boca dos meus amigos, eles dizem que sou uma fonte confiável e sou um bom amigo. Eu já procurei bue cursos nas universidades públicas, mas aquilo é sempre os mesmos cursos em todas, as privadas podem até ter a qualidade que tem e falcatruas de notas, mas tem mais diversidade nos cursos... Algumas áreas que me dão algum interesse de ver em filmes e isso (sim podem até não ser NADA assim na vida real, só estou a dizer...): - Marketing (não sei muito bem o que é ainda, quando acabar os projetos que tenho que ainda são muitos vou pesquisar); - Relações públicas (igual ao marketing ainda não sei muito bem); - Publicidade; - Animação 3D e edits todos marados; - Sales representative (não sei o nome em português, não conheço muito também); Sou calado nas aulas e no geral também não falo assim tanto, mas eu gosto de me comunicar com as pessoas quando elas me dão o devido respeito, de ouvir atentamente ao que digo e depois obviamente que faço o mesmo. Eu não quero que vocês façam o meu trabalho de como me encontrar na vida, quero apenas um guia, estou mesmo sem ideias :(.
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